Realidade Diminuída, Ecoaecoa Coletivo (2010, RJ)
EME>>, Estúdio Móvel Experimental, é uma residência móvel de pesquisa integrada em meio ambiente e sustentabilidade, entre arte, ciência e tecnologia. O projeto tem duas funções principais: seu design ser ecológico, isto é, desenvolver a máquina para que seja coerente ao meio ambiente e abrir espaço para artistas desenvolverem ações artísticas em sítios específicos. Este projeto é direcionado como uma plataforma interdisciplinar de pesquisa com foco na Mata Atlântica e sustentabilidade.
Na mesma reportagem, constava que “após três décadas de uso do local para o despejo do lixo da região metropolitana do Rio de Janeiro, o governo carioca decidiu que, em 2007, desativaria o aterro". Desativação que só ocorreu em , levando à saturação do aterro sanitário.
A Rádio Pipa >> Produzido por Alissa Gottfried com jovens da comunidade do Bairro Esqueleto, Duque de Caxias foi transmitida pela Web-Rádio Kaxinawá. Apresentando o material para Prof. Mauro Costa e seus alunos da ‘Aulas de rádio – Educação e Comunicação: Rádio I’. Parte do currículo da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, como disciplina eletiva universal (para todos os cursos, da FEBF e outras unidades da UERJ).
Após a apresentação de Alissa sobre o seu trabalho em Duque de Caxias, o grupo de pesquisadores escutaram o rock Tcheco: A Gente Plástica do Universo. E foi discutido o texto apresentado no XXXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Caxias do Sul, RS – 2-6 de Setembro 2010: Rock´n roll e a Revolução do Veludo na Tchecoslováquia, de Mauro José Sá Rego Costa.
https://soundcloud.com/ecoaecoacoletivo/1radiopipaokprograma1fumaca
Jardim Gramacho é um bairro do município de Duque de Caxias/RJ onde está localizado numa área de mangue que é impactada pelo maior aterro sanitário da América Latina onde foi filmado o filme "Estamina". O local recebe, por dia, mais de 7 mil toneladas de lixo provenientes de mais dois municípios da Baixada Fluminense e também da cidade do Rio de Janeiro.

e-livreto Rádio Pipa
RPG Comunativo: Fundamento do Solar Punk na Prática de RPG
Reflexões críticas sobre o projeto Realidade Diminuída em diálogo com estudos sobre Arte Contemporânea:
Interpretação Conceitual
| Conceito | Realidade Aumentada (RA) | Realidade Diminuída (RD) |
| Foco | Sobrepor informação digital ao físico. | Filtrar o visível para ressaltar o invisível (som, fumaça, memória). |
| Aparelho | Hardware de ponta (smartphones, óculos). | Pipa, sucata, dispositivo de interrogação e diálogo, o corpo humano (sensor para navegação), gravador de áudio, transmissor de rádio. |
| Objetivo | tecnologia high tech, obsolescência programada consumo de dados. | tecnologia low tech, filosofia software livre, Gambiarra, Faça você mesmo, apropriação da realidade, humanização dos dados, criação de narrativa e transformação social. |
| Resultado | Nova camada de informação. | Nova camada de leitura da realidade e utopia (pensar e criar o futuro), autonomia e apropriação simbólica da realidade. |
RPG Comunativo como "Think Tank Comunitária e Ecosófico"
Diferença Fundamental: A Natureza do Agente a retomada e apropriação de Agência
A distinção reside na estrutura e no agente da mudança:
| Característica | Think Tank Tradicional | RPG Comunativo |
| Estrutura | Formal, hierárquica, financiada (geralmente por governo, fundações ou corporações). | Informal, coletiva, artística e pedagógica (coletivo, Ponto de Cultura, escolas). |
| Agente da Mudança | Especialistas, acadêmicos, policymakers. | Crianças, jovens e a comunidade, atuando como autores e protagonistas. |
| Foco | Influenciar a alta política e o mercado. | Autopoiese (criação da própria vida) e transformação microssocial (o território). |
É interessante destacar que a ausência de uma leitura crítica em contato direto com as novas obras não prejudica a repercussão do fenômeno da Geração 80. De fato, as ideias que acabam consagrando-se como representativas do trabalho desses artistas desempenham um papel altamente eficiente como slogans, frases de efeito, chamarizes sugestivos, a um só tempo sedutores e transgressores, fluindo através dos meios de comunicação de massa: prazer, rebeldia, alegria, espírito libertário, ocupação de novos espaços, o efêmero, arte não cerebral etc. Bastante ilustrativo é o título do artigo da revista Manchete, de 18 de junho de 1984: "Transvanguarda: o pop e o punk explodem nas telas" . Torna-se necessário reconhecer que esta adjetivação apresenta alto grau de eficiência, ao destacar de imediato a nova produção da produção anterior - e "Geração 80" é um slogan eficiente, mas, na falta de outra dimensão crítica mais consistente, transforma-se em frágeis conceitos, sujeitos ao consumo desgastante da mídia. (BASBAUM, Ricardo_Pintura dos anos 80 algumas observações críticas)
Trecho/Melhoria Sugerida: Caso o trabalho seja engajado, deve ser contextualizado na tradição brasileira de tomada de posição em relação a problemas políticos, sociais e éticos. Hélio Oiticica definiu o objetivo da Nova Objetividade como a necessidade de fundamentar a vontade construtiva geral no campo político-ético-social, o que implicava uma "volta ao mundo" e uma participação ativa do espectador
sensorial corporal", a outra que envolve uma participação "semântica". Esses dois modos de participação buscam como que uma participação fundamental, total, não-fracionada, envolvendo os dois processos, significativa, isto é, não se reduzem ao puro mecanismo de participar, mas concentram-se em significados novos, diferenciando-se da pura contemplação transcendental. Desde as proposições "lúdicas" às do "ato", desde as proposições semânticas da palavra pura "às da palavra no objeto", ou às de obras "narrativas" e as de protesto político ou social, o que se pro- cura é um modo objetivo de participação. Seria a procura interna fora e dentro do objeto, objetivada pela proposição da participação ativa do espectador nesse processo: o indivíduo a quem chega a obra é solicita- do à contemplação dos significados propostos na mesma esta é pois uma obra aberta. Esse processo, como surgiu no Brasil, está intimamen- te ligado ao da quebra do quadro e à chegada ao objeto ou ao relevo e antiquadro (quadro narrativo). Manifesta-se de mil e um modos desde o seu aparecimento no movimento Neoconcreto através de Lygia Clark e tornou-se como que a diretriz principal do mesmo, principalmente no campo da poesia, palavra e palavra-objeto. É inútil fazer aqui um histórico das fases e surgimentos de participação do espectador, mas verifica- se em todas as novas manifestações de nossa vanguarda, desde as obras individuais até as coletivas (happenings, p. ex.). Tanto as experiências individualizadas como as de caráter coletivo tendem a proposições cada vez mais abertas no sentido dessa participação, inclusive as que tendem a dar ao indivíduo a oportunidade de "criar" a sua obra. A preocupação também da produção em série de obras (seria o sentido lúdico elevado ao máximo) é uma desembocadura importante desse problema. (FERREIRA, Glória. Escritos de Artistas Anos 60 70)
Se Flusser nos alerta sobre o risco da "caixa preta" nos aprisionar em programas pré-determinados, Arlindo Machado oferece o arcabouço para entender como a arte pode usar esses próprios meios tecnológicos para abrir novos canais de experiência e consciência.
“A principal característica da arte eletrônica e digital consiste em transferir o centro de gravidade da obra de arte do objeto para a comunicação e o fluxo de informações.” (MACHADO, 2007, p. 110).
___________________________________________
¹ O termo neguentrópico (ou sintrópico) é um adjetivo que descreve a qualidade ou o processo que promove a neguentropia, ou seja, a entropia negativa. Em termos simples, algo neguentrópico é aquilo que:
Aumenta a Ordem e a Organização: Tende a criar estrutura, complexidade e informação dentro de um sistema.Contraria a Desordem: Atua contra a tendência natural do universo de se mover em direção ao caos, à homogeneidade e à perda de energia útil, que é regida pela entropia.
Diálogo entre Árvores: Sensor Humano e a Matéria-Som
Referências:
MACHADO, Arlindo. Arte e mídia. 2. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007.
FLUSSER, Vilém. Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia. 2. ed. São Paulo: Hucitec, 1985. (Ou edição mais recente disponível).
FERREIRA, Glória; COTRIM, Cecília (Org.). Escritos de artistas: anos 60, 70. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2006.
GOMEZ, Pedro Pablo (Comp.). Arte y estética en la encrucijada descolonial II. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: Ediciones del Signo, 2014.
LEWITT, Sol. Sentenças sobre Arte Conceitual. In: FERREIRA, Glória; COTRIM, Cecília (Org.). Escritos de artistas: anos 60, 70. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2006. p. 119-122.
Mídia Digital e Online
A IMAGEM | Filosofia da caixa preta – Vilém Flusser. [Vídeo]. In: Café Filosófico. 1 vídeo (22 min). Publicado em 22 jan. 2020. Disponível em:







Comentários
Postar um comentário